sábado, 18/05/2024

Entrevista com Beto Pereira, Deputado Federal pelo PSDB-MS

“EU SOU O BETO!”


HUMERTO REZENDE PEREIRA (46): Campo-grandense, advogado, ex-prefeito de Terenos, ex-deputado estadual e está em seu segundo mandato de deputado federal por Mato Grosso do Sul. Filho do ex-senador Valter Pereira, tataraneto de José Antônio Pereira (Fundador de Campo Grande) e pré-candidato pelo PSDB a prefeitura de Campo Grande. Foi entrevistado no dia 26/02, no programa “Boca do Povo” da DIFUSORA PANTANAL/FM-101.9.

*Por B de Paula Filho

Boca: Beto você votou contra a “saidinha”?
BETO PEREIRA –
“Sim. O projeto sofreu alteração no Senado em alguns dispositivos, mas o cerne continuou o mesmo e por conta das alterações ele retornou à Câmara dos Deputados para nova votação. As “saidinhas” serão extintas. É uma forma de preservarmos as famílias. Os índices e as notícias que elas geravam logo após a saída dos indultados não podiam mais ser ignorados. Um grande número de detentos beneficiados não retornava ao sistema prisional e crimes eram feitos. A extinção começou pela Câmara Federal e o Senado referendou nossas providências. Agora faremos outras modificações, apreciaremos as que foram feitas e estará pronto”.

Boca: As “saidinhas” não tinham lógica…
BETO –
“Concordo. A polícia se esforçando para prender e em determinadas épocas os presos eram colocados nas ruas, cometiam crimes, alguns voltavam para se esconder do que fizeram e outros sumiam tendo que a polícia se esforçar novamente para prendê-los”.

Boca: Mas, alguma coisa das ‘saidinhas’ deverá sobreviver?
BETO –
“São as exceções. Quem estiver estudando, tiver bom comportamento e avaliados por um critério rígido, certamente terá algum benefício. Mas a peneira será de malha fina”.

Boca: E a CPI do Lula: passa ou não?
BETO –
“As declarações dele foram polêmicas e Israel reagiu. Foi um erro dar palpite porque, de um lado está Israel agredida pelo Hammas, e a reação todos sabemos que viria. Pessoas estavam se divertindo, o Hammas pulou a fronteira, invadiu o país, sequestrou e matou pessoas – homens, mulheres, idosos e crianças – e sabiam que Israel reagiria de forma igualmente violenta. Mexer naquilo tem que ser em conjunto e não isoladamente. Mas acredito que tudo isso será superado. Entretanto, não é caso para “impeachment”. É preciso haver crime de responsabilidade. É a mesma coisa quando pediram o impeachment do ex-presidente. Foram 153 no total e eu não assinei nenhum porque não havia fundamento legal. Não seria correto criar uma crise política interna. Tem que haver critério nessas tomadas de providências”.

Boca: A Palestina é uma pequenina faixa de terra…
BETO –
“Sim, mas ‘é’ uma saída para o mar. Nós brasileiros sempre tivemos discursos pacificadores e defendemos entendimento e paz. Ninguém ganha nada com a guerra”.

Boca: Pré-campanha, pessoas se lançando até de cima de edifícios e parece que você está quietinho…
BETO –
“Estou me movimentando. Estou cumprindo compromissos, andando pela cidade, conversando com as pessoas e fazendo um diagnóstico do que estou ouvindo. Estamos em um cenário altamente positivo para formular uma campanha de propósitos e realizações. Estamos montando uma chapa de candidatos, alinhavando alianças com outros partidos para fazer um time homogêneo em pensamentos e propósitos. Nosso diagnóstico será cirúrgico. Estamos colhendo subsídios para qualquer debate ou embate”.

Boca: E qual tem sido esse diagnóstico?
BETO –
“O povo quer que seja devolvida aquela Campo Grande que deixou de existir. O que aí está não mais satisfaz o povo campo-grandense. O que se ouve faz parte de um cenário avassalador e desesperançado. A saúde, por exemplo, pede socorro. Nas farmácias públicas não tem remédios. As filas de pessoas esperando por cirurgias são intermináveis, faltam médicos. Dos remédios gratuitos faltam pelo menos 45 itens. Uma colonoscopia, por exemplo demora 9 (nove) meses. Se o assunto for grave o paciente morre sem ser chamado para fazer o exame. Os postos estão em péssimas condições em equipamentos e pessoal. Na educação, os problemas de vagas: quase 11 mil crianças fora das salas de aulas”.

Boca: Mas esse déficit de vagas é uma herança recebida pela atual prefeita…
BETO –
“Não faço críticas pessoais, mas há 12 anos Campo Grande perdeu seu protagonismo e a capacidade de investimentos. A autoestima dos campo-grandenses veio caindo. Estamos passando ao largo do desenvolvimento pretendido. A infraestrutura está atrasada pelo menos 20 anos. Falta de pavimentação, mais de 200 pontos de alagamentos listados. Vinte deles precisam ser sanados com urgência. Bueiros, praças, ruas e avenidas sem conservação e limpeza, inclusive nos leitos dos vários rios e córregos que cortam nossa cidade”.

Boca: Teremos orçamento para recriar a cidade?
BETO –
“Não existe planejamento numa cidade como a nossa que tem um orçamento anual de mais de R$ 6 bilhões. Gasta-se mal com a folha de pagamento devido aos apadrinhamentos políticos. Os contratos em vigência precisam ser revistos para que Campo Grande se reequilibre financeiramente a fim de voltar a ter caixa para voltar investir. Só em malha asfáltica, a necessidade é de, pelo menos, mil quilômetros – uma ida de Campo Grande a São Paulo. Convencionou-se asfaltar apenas as linhas de ônibus. Ruas não estão sendo recapeadas e quando são, as coisas são feitas de qualquer jeito. Precisamos inverter a chave, dar um choque de gestão, rever contratos, eliminar a tal ‘folha secreta’. Se isso não for feito nossa Capital continuará indo ladeira abaixo”.

Boca: Como montar um time para a disputa?
BETO –
“Vamos fazer uma chapa altamente competitiva com gente disposta a empreender numa cidade cujas prioridades viraram ‘quebra-galhos’. A vitória eleitoral precisa nascer no seio da população e isso vai exigir sacrifícios”.

Boca: Segundo a Tereza Cristina o Bolsonaro vai apoiar a prefeita…
BETO –
“Não precisamos ficar atrelados ao campo ideológico. O debate não ‘é’ nacional, mas diz respeito a nossa Campo Grande. A parceria é com o Governo do Estado, através do governador Eduardo Riedel, que é do nosso partido, o PSDB. Campo Grande não pode mais ficar esperando, passando por experiências. A ordem é avançar, recuperar o tempo perdido, fazer parcerias proveitosas, gerar empregos com qualificação de mão de obra e recriar aquela cidade onde todos viviam felizes e se orgulhavam de morar em uma cidade conhecida pela sua qualidade de vida”.

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