sábado, 20/04/2024

ENTREVISTADO: Jornalista CHARLIN CASTRO – Ribas Ordinário

RIBAS ORDINÁRIO! A página digital que revolucionou o jornalismo na cidade.

CHARLIN CASTRO (,,): Jornalista, criador da página “Ribas Ordinário”: Filho de Policial Reformado e de comerciante, nasceu em Ribas do Rio Pardo e sempre lutou pela melhoria da comunidade. Aos 15 anos recebeu o Prêmio Construindo a Nação, da Sony Brasil. Participou ativamente em administrações municipais e em projetos sociais. Atualmente é proprietário da Página Ribas Ordinário, referência no Estado e no Brasil com quase 33 mil seguidores, número superior ao de habitantes da cidade. Em fevereiro ele lançou sua pré-candidatura a vereador o que fez velhos políticos arrepiarem os cabelos. Sexta-feira (22/03), foi entrevistado no programa Boca do Povo/FM-101.9 onde ele e o apresentador B. de Paula Filho se divertiram muito com as histórias fantásticas do jornalismo crítico que se transformou na principal informação da cidade.

*Por B de Paula Filho

Boca: Você revolucionou a informação em Ribas com seu site, mas o nome à princípio soa esquisito…

CHARLIN CASTRO – “Estávamos reunidos num grupo de amigos e decidimos criar uma página que falasse dos acontecimentos da cidade. Eu seguia uma página de Recife-PE chamada “Recife Ordinário” que postava de confusão de rua, dança, brincadeiras até questões sociais e decidi usar o mesmo nome. Ordinário é diferente do que muitos interpretam jocosamente já pensando em coisa ruim. O nome pegou e temos mais leitores que o número de pessoas residentes na cidade e estamos divulgando tudo o que acontece no nosso município”.  

Boca: Você é de Ribas?

CHARLIN CASTRO – “Nasci em Ribas pelas mãos do saudoso Dr José Maria que é uma figura histórica na cidade. Ele fez história no município e faleceu deixando um legado impossível de ser esquecido. O seu nome nomina o nosso hospital. Homem honrado e querido”.

Boca: Olhando assim de relance parece que o site apenas noticia coisas ruins ou a cidade não tem coisas boas?

CHARLIN CASTRO- “Infelizmente na atualidade o de bom a ser noticiado não vem do poder público. O prefeito era um especialista em criticar as administrações passadas e imaginava-se que ele na administração da cidade faria apenas coisas boas, mas infelizmente não foi o que aconteceu, tanto é que as pesquisas demonstram que ele é o prefeito mais rejeitado do Brasil e da história de Ribas”.

Boca: As pesquisas mostram que ele é conceito ‘zero’ na população?

CHARLIN CASTRO – “As pesquisas até o ano passado podiam ser divulgadas sem registro. As altas rejeições o guindaram à um patamar inimaginável, mas se você andar pelas ruas de Ribas do Rio Pardo vai conseguir materializar os números que detectaram esse desastre administrativo. Recebemos um investimento bilionário no setor industrial, só que a cidade não acompanhou o desenvolvimento. O prefeito se isolou e a cidade está isolada. Educação, saúde obras, vias públicas, falta de medicamentos etc. Nem amoxilina se encontra nos postos. Diante disso o “Ribas Ordinário” tem feito sua missão e nossas críticas tem ajudado ao prefeito consertar aquilo que está noticiado. De certa forma estamos ajudando-o a governar a cidade”.

Boca: Como vai a saúde em Ribas?

CHARLIN CASTRO – “A questão da saúde é vergonhosa. Gastam-se milhões em vários setores, mas a saúde e a educação são péssima qualidade. A administração tem mais “cupinchas” que funcionários nomeados. A cidade está à deriva o que explica a avaliação negativa do prefeito da nossa cidade”.

Boca: Você já se encontrou com o prefeito pessoalmente?

CHARLIN CASTRO – “Uma vez o encontrei num evento do SEBRAE. Estávamos numa roda de amigos. Ele chegou e apertou a mão de todo mundo e quando chegou em mim virou as costas. O ‘Ribas Ordinário’ não começou por interesse político, mas para divulgar as ações dos municípios e atender à população. Semanalmente recebemos mais de mil mensagens de pessoas no nosso Direct fora o WhatsApp. É onde a população lamenta a desatenção da municipalidade. Isso potencializa a nossa leitura. Assuntos como: buracos, obras paradas, falta de remédios, transportes escolares, falta de vagas nas escolas são anseios do povo, inclusive ônibus escolares caindo aos pedaços. Essa não é a Ribas do Rio Pardo que queremos”.

Boca: Vocês publicaram fotos de ônibus com as portas caindo e com limpadores de para-brisas tocado à mão…

CHARLIN CASTRO – “Sim, e não era gozação: era verdade. Portas amarradas com cinto de segurança, transporte de combustíveis com crianças junto. Nossas cobranças fiscalizam as situações inusitadas que, se não noticiássemos estariam acontecendo. Cobramos e fiscalizamos. A cidade não tem planejamento. Fizeram uma avenida e quando fomos fiscalizar a obra a empresa contratada teve que refazer a obra. Fizemos uma horta no asfalto. Essas e outras coisas são dinheiro público jogado fora. A cidade grita por um rumo, uma administração que ombreie as aspirações do povo. A Justiça precisa tomar providências”.

Boca: O prefeito nunca te processou:

CHARLIN CASTRO – “Esperávamos isso. Incomodamos a administração sem fazer injustiças. Ele fez uma ação criminal contra mim no sentido de intimidar nossa ação jornalística, mas ainda nem fui notificado. Ele reclama que o persigo e de que publicamos inverdades. Não fazemos isso porque jornalismo pode ser crítico, ácido, bem-humorado, mas tem que ter verdades e disso não abrimos mão”.

Boca: Vocês comemoraram o aniversário de uma obra que há 1 ano está à espera de providencias?

CHARLIN CASTRO – “Comemoramos o aniversário da obra, com direito a bolo, velinha, parabéns e a população junto. Por causa dessa obra parada a população que andaria metros em linha reta precisa andar quilômetros para poder comprar pão por falta de ligação entre os bairros Santa Clara com o Santo André. Dizem que a obra não foi planejada corretamente e erraram no tamanho das manilhas e olha: a prefeitura tem engenheiros capacitados, concursados e aptos para resolver o erro cometido”.

Boca: Obrigado pela visita.

CHARLIN CASTRO – “Eu que agradeço. Foi uma oportunidade de falar sobre nossa cidade e o trabalho sério que fazemos embora nossa forma bem-humorada de ser. Nosso abraço.

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